A reeleição do governador Ricardo Coutinho (PSB) deflagrou o processo
de articulações para disputa da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa
da Paraíba (ALPB), que deve ocorrer no próximo 1º de fevereiro, data de
início da nova legislatura e o início oficial dos trabalhos dos 36
deputados estaduais eleitos no último dia 5 de outubro.
Nomes
como os dos deputados estaduais Tião Gomes (PSL), Manoel Ludgério
(PSD), Edmilson Soares (PEN), Ricardo Barbosa (PSB), Gervásio Maia
(PMDB) e do próprio Ricardo Marcelo (PEN), atual presidente da Casa de
Epitácio Pessoa, já são apontados como potenciais candidatos à
presidente da nova Mesa Diretora e para mais uma “queda de braço” entre
as bancadas do governo e da oposição.
O deputado Tião Gomes,
eleito para o sétimo mandato, disse ontem que se tiver o apoio do
governador Ricardo Coutinho está disposto a entrar na disputa pela
presidência do Legislativo Estado. O parlamentar defende que o próximo
presidente tem que ser aliado do governador para garantir que haja
harmonia entre os Poderes e condições de governabilidade.
“O
presidente deve ser escolhido de forma consensual entre os que integram a
bancada governista. Se eu tiver o apoio do governador serei candidato a
presidente, com a experiência de sete mandatos e de já ter ocupado
todos os cargos na Mesa Diretora, faltando apenas o de presidente”,
declarou o parlamentar.
O deputado eleito pelo PSB, Ricardo
Barbosa, afirmou que todos os 36 deputados estaduais têm o direito de
ser presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba e não descartou a
possibilidade de disponibilizar seu nome para disputa quando começar a
nova Legislatura.
“Todos os 36 deputados tem o direito de
presidir a Assembleia. Qualquer um pode ser presidente e acho que é bom
ter a alternância de poder. Mas nesse momento, digo hoje, eu não penso
em presidência”, revelou, afirmando que já foi procurador pelos
deputados Edmilson Soares e Tião Gomes para tratar sobre o assunto.
Sobre
a disputa pela Mesa Diretora da Casa, o deputado eleito disse que já
recebeu ligações de deputados dizendo que desejam ser candidatos.
“Recebi ligações de Tião Gomes e de Edmilson Soares. Mas, não chegaram a
me pedir votos. Não tenho dúvida que faremos maioria. Acho legítimo que
queiram postular. Imagino que o atual presidente seja candidato e sei
que está se articulando. É um forte candidato”, comentou.
Anísio quer independência
O
deputado Anísio Maia (PT) é contra a interferência do Governo do Estado
na disputa da Mesa da ALPB. Segundo ele, o Poder Legislativo Estadual
deve continuar como está de forma independente, democratizando as
relações com o público e com os movimentos sociais.
“Sou contra a
qualquer interferência do Governo na eleição da Mesa Diretora da Casa.
Defendo que o modelo atual deve ser mantido, com os quatro princípios
que consideram fundamentais, dentre eles maior transparência com as
transmissões das sessões ao vivo por emissoras de TV e rádios abertas,
para que toda população tenha acesso. Manutenção da independência e da
abertura do dialogo com os movimentos sociais. Por isso, o Governo não
deve ter chapa disputando a presidência da Assembleia, para não
interferir no Legislativo, que tem que ser harmônico, mas independente”,
revelou o petista.
O deputado Adriano Galdino (PSB) defende a
composição de uma chapa consensual para eleição da nova Mesa Diretora da
ALPB, na qual o presidente seja integrante da bancada governista.
“Temos que fazer esta articulação para que o futuro presidente sai do
grupo de apoio ao governador Ricardo Coutinho, para evitar que ele sofra
o que sofreu nos últimos quatro anos”, declarou.
O deputado
Gervásio Maia, que pode ser indicado pelo PMDB como candidato à
presidência da Mesa da ALPB, considerou muito cedo para tratar do
assunto. Segundo ele, com o fim do segundo turno das eleições ainda está
ligando para os amigos e lideranças políticas para agradecer os votos.
“Acho muito cedo para discutir este assunto. Mal saímos de uma eleição.
Não fui procurado por ninguém para tratar sobre isso, como também, não
tive tempo de nem pensar sobre este assunto”, afirmou.
O
deputado Janduhy Carneiro (PTN), que integra a atual Mesa Diretora da
Casa na condição de 4º vice-presidente, também considerou prematura
qualquer discussão sobre a eleição para presidência da Casa. Ele
ressaltou que ainda é muito cedo para deflagração do processo, tendo em
vista que ainda falta mais de três meses para a Eleição. “É uma
discussão prematura. A maioria, no momento, não está pensando nisso. Não
fui procurado por ninguém ainda e considero muito cedo para tratar
deste assunto”, comentou o parlamentar.
A deputada Daniella
Ribeiro (PP), que também integram a Mesa na condição de primeira
suplente do cargo de Secretário, disse que com o fim do segundo turno
resolveu viajar para descansa e que ainda não tinha tratado sobre o
processo de sucessão da Mesa Diretora. “Ninguém me procurou ainda para
falar sobre isso. Mas quando eu retornar de viagem vou me inteirar sobre
as articulações para poder tomar qualquer posição a respeito”, afirmou.
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