O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep), José Francisco Soares, descartou
nesta sexta-feira (14) a possibilidade de o Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) ser cancelado. “O Enem não será cancelado. É muito
importante deixar claro isso. Estamos aqui diante de um fato
completamente isolado e que a polícia está investigando”, afirmou.
As
declarações foram dadas durante entrevista coletiva na sede da Polícia
Federal no Ceará, após a mesma ter deflagrado nesta sexta-feira a
Operação Apollo, que investiga uma quadrilha acusada de fraudar o Enem,
além de diversos vestibulares e o ingresso em universidades públicas
pelo sistema de cotas.
Segundo
as investigações da PF do Ceará, abordando as edições de 2013 e 2014 do
exame, pelo menos 40 estudantes que hoje frequentam universidades
públicas do Nordeste, principalmente em cursos de medicina nas
instituições federais, foram beneficiados por um esquema de fraude no
Enem para ingressar de forma irregular nas universidades.
Nesta sexta, a PF prendeu quatro pessoas, na Paraíba e no Ceará, suspeitos de chefiar um esquema para fraudar o Enem nos dois anos e, com as notas adulteradas, ingressar pelas cotas raciais em cursos concorridos de universidades públicas. A polícia ainda cumpriu nove mandados de busca e apreensão nos dois estados e no Piauí. Foram recolhidos documentos e computadores na casas dos quatro suspeitos e também de alguns dos estudantes supostamente beneficiados na fraude. Segundo a polícia, a quadrilha enviava o gabarito da prova, por mensagem de celular, para os candidatos enquanto eles realizavam o teste. Pelo resultado antecipado, cobraria R$ 30 mil.
Nesta sexta, a PF prendeu quatro pessoas, na Paraíba e no Ceará, suspeitos de chefiar um esquema para fraudar o Enem nos dois anos e, com as notas adulteradas, ingressar pelas cotas raciais em cursos concorridos de universidades públicas. A polícia ainda cumpriu nove mandados de busca e apreensão nos dois estados e no Piauí. Foram recolhidos documentos e computadores na casas dos quatro suspeitos e também de alguns dos estudantes supostamente beneficiados na fraude. Segundo a polícia, a quadrilha enviava o gabarito da prova, por mensagem de celular, para os candidatos enquanto eles realizavam o teste. Pelo resultado antecipado, cobraria R$ 30 mil.
Soares disse que o Inep vai esperar os
resultados das investigações da PF no Piauí para tomar alguma
providência. “Há uma investigação em curso na superintedência da Polícia
Federal em Teresina, que está trabalhando da mesma foma que essa
operação, e nós temos que esperar a conclusão para proceder com as
ações”.
Portal Correio
Nenhum comentário:
Postar um comentário