A presidenta Dilma Rousseff, na coluna Conversa com a Presidenta
desta terça-feira (9), detalhou o programa Mais Médicos, que faz parte
do Pacto Nacional pela Saúde, e foi anunciado ontem, em cerimônia no
Palácio do Planalto. Dilma, que lembrou dos investimentos de R$ 12,9
bilhões na construção, reforma e compra de equipamentos para postos de
saúde, Unidades de Pronto Atendimento e hospitais, afirmou que a
ampliação do número de médicos do Sistema único de Saúde (SUS) é
fundamental.
“Temos um grande número de médicos comprometidos atendendo pelo SUS, mas ainda em número insuficiente para garantir o atendimento adequado em toda a rede pública. Na medida em que fiquem prontas as novas unidades de saúde que estamos construindo, vamos precisar de mais médicos. Por isso, vamos ampliar a formação de médicos, inclusive especialistas. Nos dois anos e meio do meu governo, criamos 2.400 novas vagas nos cursos de Medicina e vamos continuar aumentando as oportunidades para os nossos jovens brasileiros. Vamos abrir, até 2017, mais 11 mil vagas nos cursos de graduação e 12 mil vagas na residência médica para formar especialistas que estão em falta no Brasil, como pediatras, neurologistas, ortopedistas, anestesistas, cirurgiões e cardiologistas”, explicou.
A presidenta afirmou que o programa combinará duas iniciativas,
selecionando os municípios que vão receber os novos médicos e
incentivando os profissionais brasileiros a trabalharem nas regiões mais
afastadas do país e nas periferias das grandes cidades. Segundo Dilma,
as cidades candidatas precisaram ter postos de saúde em perfeitas
condições de receber os médicos imediatamente. Onde essa não for a
realidade, os prefeitos terão que assumir o compromisso de acelerar a
construção reforma e ampliação das unidades básicas de saúde.
“O governo federal vai pagar uma bolsa de R$ 10 mil por mês para o médico que participar do programa, por 40 horas semanais. O pagamento será feito pelo Ministério da Saúde, que dará, ainda, uma ajuda de custo conforme a região na qual o médico for se estabelecer. O governo federal pagará outros R$ 4 mil para reforçar equipes de saúde integradas por enfermeiros e técnicos de enfermagem. Caso as vagas disponíveis não sejam todas preenchidas por médicos brasileiros, vamos contratar médicos estrangeiros, bem formados, experientes, que falem e entendam a nossa língua, inclusive os médicos brasileiros que se formaram no exterior”, acrescentou.
FONTE: blogdoplanalto
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